Foi levada para o Congresso uma proposta para acabar com a meia-entrada para eventos culturais. Sim, você leu certo, acabar. Só que isso causou uma reviravolta enorme entre os beneficiados (em sua maioria estudantes) e houve uma mudança: agora essa mesma lei restringe a meia-entrada a 40% do total de ingressos de cada evento, seja cinema, show ou teatro.
Mesmo com essa 'colher de chá' do Congresso, o índice de reprovação dessa lei por estudantes é muito alto. Aconteceram protestos e mais protestos, inclusive o MTV Debate de hoje (15/12/2008) vai tratar desse assunto.
Enfim, no meio de tanta confusão, a gente precisa entender o sim e o não de toda essa questão. Claro que logo que divulgaram toda essa história eu achei uma barbaridade (continuo achando, em parte), e muitos amigos meus ainda afirmaram que achavam uma péssima idéia pessoas que não tinham esse direito de meia-entrada retirar de nós, que ainda temos.
Vamos começar pelos pontos positivos: com tudo isso, a ação dos falsificadores de carteirinha vai ser inibida. Ao que pesquisas indicam, haverá uma redução de carteirinhas falsificadas. Isso demonstra que as pessoas vão refletir mais antes de falsificarem o comprovante de estudo.
Só que você, que não falsifica carteirinha e é contra esse crime, não vai ter benefícios diretos. Pois é, lá vem os pontos negativos: se por um acaso todas as meias-entradas acabarem e você estudante quiser ir ver um filme no cinema, ou assistir um show, terá que pagar a inteira (com isso, há uma desvalorização da busca pela cultura pelos jovens, já que muitos desistirão de ir à um evento cultural se tiverem que pagar por inteiro o ingresso - essa é a principal questão levantada entre a sociedade). Além disso, quem vai ao cinema/teatro/etc. com freqüência e acaba pegando a meia-entrada esgotada, terá que desenbolsar no mínimo o dobro do que iria pagar.
Ainda há depoimentos de estudantes que dizem que essas medidas só foram tomadas por causa dos falsificadores de carteirinha. É bem provável que sim, já que muitas pessoas 'tomavam' o direito de outras ilegalmente. Mas também há a possibilidade de que com a inibição ou até a erradicação dessa falsificação, o nosso direito de meia-entrada volte a ser como antes. Quem sabe, né?
